A hanseníase é um dos grandes problemas de saúde pública encontrados na população capixaba e no Brasil. O último boletim do Ministério da Saúde sobre o assunto, divulgado em 2008,
indica que o Estado apresenta uma média de 32 casos para cada 100 mil habitantes. Diante desse cenário, e em homenagem ao Dia Mundial do Hanseniano (24/1), o Viver Unimed preparou um bate papo sobre a doença, que acontece nesta sexta-feira (29/1), às 9h e 14h, no auditório do 2º andar da Sede. A ação faz parte da campanha “Hanseníase: tratamento e cura ao alcance de todos”, que está sendo promovida pela nossa Unimed Vitória, em parceria com o programa de Medicina Preventiva. Com cartaz, descanso de tela, material informativo, e-mail marketing, vídeos e a palestra, a Cooperativa pretende incentivar colaboradores, cooperados e comunidade a conhecerem os sintomas da doença, a forma de tratamento, a importância do diagnóstico precoce e combater o preconceito.
O diagnóstico precoce, seguido do tratamento regular e do acompanhamento de equipe médica, impede a evolução da doença, que pode levar à incapacidade para o trabalho e o convívio social, devido a sequelas permanentes em pele, nervos, mãos, pés e olhos. Por isso, “se você encontrar alguma lesão observe se está com alteração de sensibilidade e, em caso positivo, procure o seu dermatologista. Quando for tomar banho, também é importante realizar um auto-exame na pele”, orienta a dermatologista do Viver Unimed, Dra. Ludmila Santos de Oliveira.
Identificando os sintomas
A hanseníase é causada por um microorganismo que ataca a pele e os nervos, principalmente dos braços e das pernas. A doença consiste no aparecimento de manchas dormentes, de cor avermelhada e esbranquiçada, além de lesões acobreadas, em qualquer região do corpo, sendo as esbranquiçadas o sintoma mais precoce. Placas, caroços, inchaço, fraqueza muscular e dor nas articulações também são alguns dos sintomas.
Combatendo a doença
A transmissão se dá pelo contato direto, por meio das vias aéreas – secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro e respiração – de uma pessoa doente com a forma contagiante de hanseníase e que não esteja sob tratamento para uma pessoa sadia.
O tratamento – com duração de seis meses a um ano, podendo chegar a 18 ou 24 meses em situações especiais – é feito por meio de comprimidos que devem ser tomados todos os dias em casa e, uma vez por mês, nos postos de saúde.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil é o segundo país do mundo na detecção de casos novos. E eliminar essa doença faz parte de um compromisso social que deve ser firmado entre as entidades públicas e a sociedade. Afinal, a cada ano, são registrados quarenta mil novos casos no país.

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