Cuidado com a automedicação

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“Todo medicamento é potencialmente um veneno: o que distingue um medicamento de um veneno é tão somente a dose”. (Paracelsus, 1493-1541).

Estima-se que 60% da população praticam a automedicação. Trata-se de um escandaloso caso de saúde pública.

Analgésicos, vitaminas, descongestionantes nasais, anti-sépticos, antidiarréicos, laxantes e antiácidos e outros medicamentos estão presentes na prateleira da maioria dos lares e fazem parte do cotidiano das pessoas. Esses medicamentos, vendidos sem receita médica, possibilitam a automedicação, onde o individuo percebe os sintomas e se medica. A automedicação inclui também a medicação de uma pessoa por outra.

Certamente um dos fatores determinantes do elevado grau de automedicação no Brasil é o baixo nível de organização da assistência medica disponível para a população, principalmente, a de baixa renda. Este argumento, presente em todas as análises, embora importante sob o ponto de vista quantitativo, não explica o fenômeno em sua essência.

Para o consumidor é importante saber que nos estabelecimentos farmacêuticos (farmácias, drogarias, etc.), com algumas exceções, preponderam os interesses comerciais, sendo correntes as práticas já comprovadas de “empurroterapia”. Como resultado dessa prática, ao consumidor que busca um analgésico, é sugerido também o usa de vitaminas, um antitussígeno ou um fortificante.

Se o medicamento, em si mesmo, já representa um risco, calcule se tomado sem prescrição e acompanhamento médico. O ideal seria não se precisar de remédio, mas se o benefício de tomá-lo é menor do que risco de ficar sem ele, que seja com prescrição e acompanhamento daqueles que estudaram anos a fio os efeitos desejáveis e indesejáveis desses produtos químicos.

A automedicação é um ato de irresponsabilidade do individuo com sua própria saúde. Podemos considerar, em ultima análise, uma indisciplina as normas de saúde e segurança, já que há, em muitos casos, existe potencial risco de vida para si e terceiros.


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