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“Se toque!" A Hanseníase tem cura

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A hanseníase é uma doença crônica, infecto-contagiosa, causada por uma bactéria denominada Mycobacterium leprae capaz de determinar lesões na pele e nos nervos. Qualquer área da pele do corpo pode ser acometida, mas as regiões mais afetadas são as extremidades (braços, mãos, coxas, pernas, pés) e a face. A doença atinge nervos periféricos e apresenta manifestações que variam de lesão única, ou mais lesões à doença sistêmica.

Quando não tratada, a doença pode causar deformidades que incapacitam o indivíduo para o trabalho e a convivência social, podendo deixar seqüelas permanentes em pele, nervos, mãos, pés e olhos.

Não é hereditária.

A doença existe desde a antiguidade e era comum em todos os continentes restando uma imagem assustadora de mutilação, fazendo com que os portadores da hanseníase sofressem rejeição e segregação por parte da sociedade. Nesta época, quem tivesse a doença estava destinado a viver afastado do convívio familiar restando o abandono da família e da sociedade convergindo as pressões sociais para o convívio em guetos, grutas acompanhados de outros parceiros do mesmo infortúnio.

Logo após a idade média, surgiu uma instituição segregadora denominada leprosário e , a partir daí todos os doentes seriam direcionados para este local onde estariam internados até a morte. Hoje os leprosários ainda existem, porém abrigando aqueles que perderam definitivamente seus vínculos com as famílias e a sociedade, não tendo para onde ir, permanecem voluntariamente, ali, abrigados.

Nem todos aqueles que adoecem são capazes de transmitir a doença.

A hanseníase apresenta 4 formas clínicas que são decorrentes do tipo de resposta imunológica à infecção. São elas: Indeterminada, Tuberculóide, Dimorfa e Virchowiana. As duas primeiras são não-contagiantes e as duas últimas são contagiantes.

O diagnóstico precoce, o tratamento regular e o acompanhamento por equipe médica poderão impedir o aparecimento das deformidades incapacitantes, modificando o curso e a imagem da doença no Brasil e no mundo.

Atualmente, depois da introdução do tratamento poliquimioterápico, pela Organização Mundial de Saúde (PQT-OMS), podemos afirmar que a hanseníase tem cura.

Fotos das formas de Hanseníase

 

Hanseníase Indeterminada

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Hanseníase Tuberculóide

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Hanseníase Dimorfa

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Hanseníase Virchowiana

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O que é hanseníase e como se contrai?

É uma doença infecto-contagiosa, transmitida diretamente de um indivíduo não tratado e contagiante para outro pela via respiratória através gotículas da respiração, da fala ou de espirros. Ocorre em pessoas de ambos os sexos, de qualquer idade, cor ou classe social.

Mesmo entrando em contato com o micróbio, a maioria das pessoas não adoecem porque apresenta uma resistência natural, fator protetor no desenvolvimento da doença.

Nem todos aqueles que adoecem são capazes de transmitir a doença.

Aqueles que transmitem a doença são contagiantes e chamados de multibacilares (Forma Dimorfa e Virchowiana). Após 2 semanas do início do tratamento o paciente multibacilar deixa de transmitir a doença.

 

Quando suspeitar de hanseníase?

Considera-se suspeito de hanseníase quando uma pessoa apresenta um ou mais dos seguintes sinais como:

1-Presença de manchas esbranquiçadas ou róseas, ou mesmo avermelhadas, acobreadas, placas, nódulos, infiltração generalizada, xerodermia (pele seca), queda de pelos que apresentem alteração na sensibilidade (dormência).  

2- Qualquer área do corpo com alteração da sensibilidade, principalmente mãos e pés podendo haver também diminuição da força muscular.

Como é o tratamento e quais medicamentos vou usar?

Hanseníase Tuberculóide

O tratamento da hanseníase é fornecido gratuitamente pelo governo a todos os doentes. Recebe o nome de poliquimioterapia (PQT), porque é composto por 2 ou 3 medicamentos, de acordo com a forma clínica da doença ( Rifampicina, Clofazimina e Dapsona).

Nas formas paucibacilares (poucos bacilos), que acometem pessoas mais resistentes à doença, são utilizados 2 medicamentos durante seis meses.

Já os multibacilares (muitos bacilos), que têm menos resistência à hanseníase fazem o tratamento com 3 medicamentos, por 12 ou 24 meses.

A gravidez não impede o tratamento, poliquimioterapia é segura para a mãe e o feto.

É necessário estar atento, pois a talidomida- droga utilizada em situações específicas reacionais, é totalmente contra-indicada na gestante e na mulher em idade fértil, porque causa malformação nos membros superiores e inferiores do feto. 

 

Como posso saber se estou com hanseníase?

É importante que quando você for tomar banho faça um auto-exame de sua pele e sempre esteja atento às lesões de pele.

Se você encontrar alguma lesão, perceba se está com alteração de sensibilidade. Em caso de dúvida, é bom procurar o seu dermatologista. Outra coisa importante é reparar se você está sentindo alguma queixa neurológica, como por exemplo: dormência nos pés e nas mãos ou dor nas áreas dos nervos. Nesse caso deve seguir a mesma orientação da lesão dermatológica, procurando também um neurologista.

Se houver alguma pessoa em minha casa com a doença o que eu faço?

Você tem que acompanhar o seu parente ao posto de saúde para receber informações sobre a forma de hanseníase do paciente e ser avaliado devido ser comunicante (Exame dos Contatos). É importante você cooperar no tratamento, dando apoio para que ele não o abandone antes do término. É bobagem afastar os utensílios, pois quinze dias após a primeira dose do tratamento o paciente deixa de contaminar.

Todas as pessoas que tem contato com doente contagiante “pegam” hanseníase?

Não! É necessário contato íntimo e prolongado, como a convivência de familiares na mesma residência. Também depende da condição imunológica, pois 90% da população adulta têm resistência contra a doença. Diante de um sinal ou sintoma suspeito de Hanseníase, procure o dermatologista para confirmação do diagnóstico.

Juntos , vamos mudar a cara do Brasil!


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